quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Almoço

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terça-feira, 30 de agosto de 2011

REVISTA TRIP !


Me sinto cada dia mais feliz por deixar de COMER carne !




Comer carne, um ato aparentemente banal, traz uma série de implicações para a saúde das pessoas, o meio ambiente e o bem-estar dos animais que muitas vezes nem passam pela cabeça de quem consome. Mas nem tudo está perdido... Ainda. informe-se e coma melhor


Quando compramos uma bandeja de carne no supermercado ou pedimos um inocente hambúrguer, pouca gente se dá conta de que ali está um pedaço de um animal. E que aquela refeição tem cada vez mais impacto no meio ambiente. Foi-se o tempo em que a maioria da carne vinha de fazendas onde os animais eram criados soltos e podiam, bem ou mal, viver como sua espécie deveria viver. O que comemos hoje na maior parte é fruto de uma criação em escala industrial, na qual os animais são geneticamente preparados, têm a mobilidade restrita em confinamentos superlotados e estressantes e recebem uma dieta carregada de aditivos. A produção, o tratamento e o abate muitas vezes são feitos de maneira cruel e dolorosa. Informações que passam bem longe de cardápios e rótulos. “A carne é uma indústria de US$ 140 bilhões anuais, que ocupa perto de um terço de todo o território do planeta, molda os ecossistemas do oceano e pode determinar o futuro do clima da Terra”, diz Jonathan Safran Foer no livro Comer animais (ed. Rocco), em que relata como funciona a produção da carne em escala industrial. Como muitos que decidiram explorar o assunto, virou vegetariano convicto. Nas próximas páginas, reunimos dados que mostram o que está por trás dos pedaços de animais oferecidos em restaurantes e supermercados. Não consegue, nem quer, viver sem carne? Tudo bem. Mas é bom que saiba o que isso significa. Para você e para o resto do planeta.

Angelo Christo/ Corbis/ Latinstock
Cérebro de porco
Cérebro de porco
Considerados bichos inteligentes e sensíveis, os porcos têm um grau mais alto de autoconsciência e maior capacidade de interação do que certos humanos com lesões cerebrais ou em estado de senilidade.
Porcos têm linguagem. Com frequência atendem quando são chamados (pelos humanos e pelos outros porcos), gostam de brinquedos (e têm seus favoritos) e são capazes de jogar videogames com controles adaptados aos focinhos.
Porcos de granja normalmente são abatidos quando chegam a cerca de 100 kg. Se continuassem a viver, poderiam passar dos 350 kg.
Por conta própria, os leitões tendem a ser desmamados com cerca de 15 semanas, mas nas granjas industriais eles são desmamados com 15 dias. Com essa idade, não conseguem digerir direito comida sólida, por isso recebem remédios contra diarreia.
Uma série de antibióticos, hormônios e outros produtos farmacêuticos na comida dos animais mantém a maioria deles viva até o abate, a despeito das condições de higiene e confinamento em que são mantidos.
Não é incomum porcos aguardando o abate terem ataques cardíacos ou perderem a capacidade de se locomover.
Com 38 milhões desses animaiso Brasil é o quinto maior produtor de carne suína do mundo, atrás de China, EUA, Alemanha e Espanha.
Criações de Porcos em extremo confinamento são laboratórios ideais para o aparecimento de novos vírus que podem nos infectar. Infectologistas apontam que as criações intensivas de porcos e frangos são as mais perigosas fontes de vírus potencialmente letais aos humanos.

Lester Lefkowitz/ Corbis/ Latinstock

A pesca de atum provoca a morte de outras 145 espécies capturadas por acidente, incluindo baleias, tubarões, arraias e tartarugas. Para produzir cada prato de sushi de atum é necessário outro prato de 1,5 m de diâmetro para conter todos os animais que foram mortos “sem querer” durante a pesca.

De cada dez atuns, tubarões e outros grandes peixes que viviam nos oceanos há cem anos sobrou apenas um. Muitos cientistas preveem o colapso de todas as espécies - alvos de pesca em menos de 50 anos.

Antigamente os pescadores localizavam os cardumes de atum e então os puxavam no braço, um por um, com vara, linha e gancho. Hoje isso é passado, são usadas pesca de arrastão ou espinhel.

1,4 bilhão de anzóis são lançados por ano com espinhel (em cada um é usado como isca carne de peixe, lula ou golfinho).

Quase todos os peixes e frutos da pesca hoje contêm traços de mercúrio, metal tóxico que se acumula no organismo dos animais (humanos também) e pode afetar o sistema nervoso e causar demência. O risco varia de acordo com a quantidade e a espécie de peixe consumida.

Quanto maior o peixe e quanto mais tempo ele tiver de vida maiores são as chances de acumular o metal. Segundo a FDA (agência que controla alimentos e medicamentos dos EUA), tubarão, peixe-espada e cavalinha são espécies que devem ser evitadas.

A maioria do salmão que comemos vem da aquicultura. Uma fonte de problemas nessa atividade é a presença abundante de parasitas que prosperam em águas não correntes – em número 30 vezes maior do que o normal.


    Elohim Barros/ www.flickr.com/elohimbarros

    O Brasil é o maior exportador mundial de carne bovina e possui o segundo maior rebanho, com 205 milhões de bois e vacas – mais do que um animal por habitante. O rebanho só fica atrás do da Índia, onde é proibido matar vacas.
    A pecuária é a causa número um das mudanças climáticas. Estudos da ONU apontam que o setor é responsável por 18% das emissões de gás estufa,40% a mais que todos os meios de transporte do mundo – carros, caminhões, trens e navios – juntos.
    O Brasil é o quarto maior emissor mundial de gases de efeito estufaprincipalmente por causa das queimadas e do desmatamento da AmazôniaA criação de bovinos é responsável por 80% do desmatamento da floresta brasileira, segundo o Ministério do Meio Ambiente. Nos anos recentes, a cada 18 segundos 1 hectare da Amazônia foi convertido em pasto.
    O maior consumidor mundial de carne bovina são os Estados Unidos, seguidos de União Europeia e Brasil. Segundo o IBGE, cada brasileiro consome em média 34,7 quilos de carne bovina por ano.
    Para produzir 1 quilo de carne de boi são necessários 15 mil litros de água. A produção de 1 quilo de arroz consome 3 mil litros de água.
    Por meio de arrotos e flatulências, o boi libera metano, um gás com potencial de efeito estufa 20 vezes maior do que o dióxido de carbono.
    Um dos principais alvos de críticas dos grupos de defesa dos animais é a produção da vitela, a carne de bezerros. Sua maciez e brancura vêm do fato de que os animais são alimentados apenas com leite e criados em baias minúsculas, que os impedem de se locomover e criar músculos.

    The Scruffy Dog Barkery


    Produtores de ovos muitas vezes manipulam a comida e a luz a fim de aumentar a produtividade. O objetivo é reprogramar o relógio biológico das galinhas para que comecem a pôr os ovos mais cedo. Galinhas criadas em escala industrial põem mais de300 ovos por ano – duas ou três vezes mais do que na natureza.

    A maioria dos filhotes machos das galinhas poedeiras é destruída por não terem “valor comercial”. Boa parte dos pintinhos é sugada por canos até uma placa eletrificada. Outros são enviados para trituradores.
    Na produção industrial, a galinha não é criada de forma livre – não pode andar, ciscar e reproduzir seu comportamento natural. Muitas vezes até quatro animais são colocados numa mesma gaiola de meio metro quadrado. O estresse do confinamento e da superlotação provoca o canibalismoPara não correr o risco de uma galinha devorar a outra, os bicos são cortados desde cedo.
    Assim como os porcos, aves criadas dessa forma industrial são focos para o aparecimento de novos vírus que podem infectar o homem.
    As galinhas de antigamente tinham uma expectativa de vida de 15 a 20 anos, mas o frango de corte moderno é abatido em seis semanas.
    O Brasil é o terceiro maior produtor mundial de carne de frango, atrás dos EUA e da China. Em 2009 foram abatidos 4,7 bilhões de frangos no país.

    O QUE FAZER?
    Se você não quer deixar de comer carne
    Reduza o consumo. Comece aderindo à Segunda-feira sem carne (www.svb.org.br/segundasemcarne),que tem Paul McCartney como garoto-propaganda.
    Dê preferência a carnes com certificado de bem-estar animal, como o do frango da marca Korin.
    Prefira carne bovina orgânica, de bichos criados soltos e alimentados em pasto sem agrotóxico. Diversos supermercados comercializam esse tipo de produto. Pergunte ao gerente.
    Consuma ovos caipiras, de galinhas criadas soltas e alimentadas com cereais orgânicos. A granja Yamaguishi é referência nesse tipo de criação.
    Pressione os supermercados para exigir dos fornecedores um sistema de rastreamento que garanta que a carne vendida não venha de áreas de desmatamento ilegal da Amazônia.
    Escolha peixes com baixa concentração de mercúrio, como o salmão. Para ter uma idéia sobre os níveis de contaminação, consulte a tabela feita pela FDA: http://tinyurl.com/37m3r7r.

    Almoço

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    segunda-feira, 29 de agosto de 2011

    Almoço

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    Metas para a semana

    (1) Estudar 25 horas em casa;
    (2) Voltar a pé todos os dias da escola;
    (3) Aula de segunda à sexta;
    (4) 10 voltas no Parque;
    (5) Séries de musculação para o músculo do tchau (3x30) todos os dias;
    (6) Eliminar um quilo;
    (7) Comer direitinho todos os dias;
    (8) Levar lancheira com lanchinho correto para escola;
    (9) Fotografar meus pratos e postar no blog.

    #fecho a semana com chave de ouro.





    ‎"As vezes é preciso parar e olhar para longe, para podermos enxergar o que está diante de nós" 
    John Kennedy



    domingo, 28 de agosto de 2011

    Consegui !!!!!





    Fiquei emocionada !


    Me senti tão orgulhosa de fazer parte da corrida. Foi o máximo estar ali ! Era um desafio a ser superado. Ontem, dormi mal de tão ansiosa. Vê se pode ! Deixei tudo preparado e fui a pé até a largada (Assembléia Legislativa) que já são 3 quilômetros, cheguei aquecida ... a corrida foi bacana e tinha gente de todo tipo. Novo, velho, gordo, magro. Uma beleza. No terceiro quilômetro fiquei mais molenga porque era subida, mas não desisti e logo acabou ! Adorei e participarei de outras. Voltei a pé também. 

    Hoje entre corrida e caminhada foram 11 quilômetros !!!!


    Agora estou morta, mas bem feliz !


    Agradeço a torcida !

    PS: Risquei mais um item da minha lista das 101 coisas em 1001 dias.


    Consegui !!!


    sábado, 27 de agosto de 2011

    Corrida

    Amanhã é corrida.
    Que frio na barriga.
    Já peguei o kit.



    sexta-feira, 26 de agosto de 2011

    O que eu comi hoje ?

    (Café da manhã)



    O dia promete ser bem light.

    Aguardem.








    Na escola: Um pão de batata e um toddynho (Não fiz o meu lanche)


    quinta-feira, 25 de agosto de 2011

    (Minha cara)



    Acordo 7 da manhã. Tomo banho e depois café da manhã.
    às 8 começo a estudar e vou até 11.
    Almoço e vou trabalhar.
    Corro do trabalho para a escola onde fico até 23 horas.
    Volto a pé para casa. 2,6 quilômetros.
    Tomo banho e durmo.
    Rotina puxada e esgotante ....
    Logo vou colher os frutos desses dias difíceis.
    Vez outra me dá um angústia e penso que não vou aguentar, mas é o caminho.

    Seguindo a sugestão do professor fiz um esquema. Tenho que estudar 25 horas por semana, além das aulas. 

    "Banco de horas"

    Segunda - 3
    Terça - 3
    Quarta - 1 (Trabalho o dia todo)
    Quinta - 3
    Sexta - 3
    Sábado - 6
    Domingo - 6

    25 horas semanais = 100 horas mensais.


    Cumprida a carga horária, posso me divertir um pouco.



    Domingo é a corrida.



    (Almoço de ontem)



    domingo, 21 de agosto de 2011

    Almoço de domingo !


    Update: E de janta, sopa de mandioquinha com lentilhas. Ficou uma delícia e será meu almoço de amanhã. 



    Gohan + Ervilha torta + Pedaçinho de pizza de milho de ontem à noite que fiz com milho verde natural (tirado da espiga).

    Para beber: Suco integral de uva (Aquele forte sem adição de açúcar)


    Tudo indo bem.








    Change your heart
    Look around you
    Change your heart
    It will astound you









    sábado, 20 de agosto de 2011

    Rotina boa

    (Meu almoço de ontem. O bolinho é de soja)

    Acordo cedo (mas devo acordar ainda mais cedo), faço as coisas de casa, estudo a manhã toda (e feliz da vida), almoço no restaurante vegetariano (comida mega saudável), vou trabalhar, depois do trabalho vou à escola (Na hora do Rush) e volto a pé para casa. Do trabalho para escola ando como um furacão um bom percurso, senão não chego a tempo. Da escola para casa, normalmente, volto a pé - 2,6 quilômetros - a rua ainda está movimentada e encontrei um jeito bacana de juntar a atividade física nessa "nova vida" de estudante. Já estou mecanicamente adaptada. Agora preciso adicionar ao meu escasso tempo o meu querido blog e as idas ao Parque, que desde o início das aulas não aconteceram.

    Sabe quando você percebe uma evolução NÍTIDA, tando intelectual, emocional e corporal ? Então ! Não tenho como não ficar contentona.

    Então, já que não gasto R$ 3,00 por dia com o transporte, já que uso meus pés (adoro), posso ir à manicure (risos) e fui. De resto, estou bem econômica porque nem tempo para gastar eu tenho (ainda bem).

    Trabalho de roupa social (um saco), mas levo um tênis na mochila e uma blusa e na última aula troco tudo (fica bem estranho) e vou embora feliz da vida.

    Na verdade, estou adorando não ter tempo, pois sei que estou fazendo algo muito importante por mim !

    Mudando de assunto, impossibilitei os comentários anônimos ! Dessa forma, sinto a energia das pessoas boas aqui ! Uma pena as anônimas da paz ! 

    Semana que vem é a corrida ! Prometo estar mais presente aqui. 





    Acredite que, se fizer sua parte, tudo vai dar certo.




    terça-feira, 16 de agosto de 2011

    Roupas

    Já disse umas "trocentas" vezes que a melhor parte de emagrecer são as roupas. Só quem passou por "nada entrar" pode dizer o quanto é maravilhoso entrar em qualquer loja e levar o que se quiser e não o que serve. Pois é. Então, algumas calças jeans e blusas estavam terrivelmente apertadas para fechar e não é que agora servem. Estou até empolgadinha para me dar umas roupitchas novas. Ops. Estou em fase mega ultra master econômica. Essa minha fase longas de "trabalhadora-dona-de-casa-estudante-concurseira" está me enchendo de auto-estima. Sinto que estou produzindo, crescendo, evoluindo e aprendendo. Não é nenhum drama sair do trabalho e correr para a escola. É tudo para o meu bem e a gente se acostuma a quase tudo. O lado bom sempre existe. Além disso, estou comendo melhor, me exercitando mais e estudando como deveria. O caminho está certo é só seguir em frente.  



    sexta-feira, 12 de agosto de 2011

    Minha primeira corrida !

    Vou participar da corrida contra o câncer de mama em São Paulo.
    5 quilometrinhos.
    Torçam por mim.

    Viva !


    PS: Obrigada @JackeGense pelo incentivo !!!





    segunda-feira, 8 de agosto de 2011

    Programa de controle de peso

    Tenho o celular Galaxy 5 Samsung com o sistema Android 2.1 e um amigo me apresentou o programa LIBRA que é grátis no market Android.
    O programa funciona assim: Você lança coloca está pesando e sua meta e dia-a-dia lança seu peso e o programa faz projeções de quando chegará à meta. Além disso, faz um gráfico indicando sua evolução. Adoro.


    PS: Nesse celular, tenho internet o tempo todo (3G) pela Vivo no plano pré-pago e pago só R$ 9,90 por mês, quando quero. A internet funciona super bem e não é nada lenta como pensei que seria por este valor. Acho que quem tiver Vivo pode mandar um torpedo para o número 1515 escrito Grátis para testar. Vale a pena. Viu só como consigo economizar ?
    Só falta o serviço 3G consumir menos bateria. 


    (O dia mais feliz desse ano. Eu em Santa Monica na Califórnia)

    PS2: Lá no meu twitter, vou postar as fotos do que comi hoje. @larissablog ! 







    domingo, 7 de agosto de 2011

    sábado, 6 de agosto de 2011

    Entrevista da Mayara Russi











    Revista Isto é

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    CALORIAS A MENOS
    A atriz Isa Zampietri, 25 anos, emagreceu 14 quilos em dois anos. Ela
    passou a ingerir alimentos que obrigam o corpo a gastar mais energia
    durante a digestão. “Todo dia uso uma colher de canela junto com frutas ou
    sucos”, conta. Maçã também está no seu menu: ela aumenta a saciedade
    Se você está procurando caminhos mais eficazes para perder peso, que tal inserir alguns alimentos no cardápio, em vez de apenas riscar do menu as opções que engordam? Se a sugestão assustou, relaxe. Na verdade, trata-se de uma das mais modernas e espertas estratégias traçadas pela ciência para ajudar quem deseja emagrecer: usar a nosso favor o poder de determinados alimentos para nutrir e ao mesmo tempo evitar o acúmulo de peso. É a comida que emagrece. A descoberta de que, sim, ela existe foi uma das mais importantes informações obtidas nos últimos anos pelos estudiosos que se dedicam a investigar saídas contra a obesidade. “Chegamos à conclusão de que o caminho para acumular menos calorias não é simplesmente cortá-las”, disse à ISTOÉ Darius Mozaffarian, da Universidade de Harvard (EUA). “Hoje sabemos que ingerir mais de diversos tipos de alimentos está associado à perda de peso”, completou.

    O que o pesquisador americano está afirmando aqui não se refere à velha máxima de que se deve aumentar o consumo de opções com menor quantidade de calorias se o objetivo é emagrecer. A recomendação continua correta, é claro. O que o cientista quer dizer é que dezenas de pesquisas estão demonstrando que vários alimentos ajudam a prevenir o ganho de peso não por causa da quantidade de calorias que apresentam – ou não somente por isso –, mas devido à ação de nutrientes específicos que impedem o depósito de gordura no organismo.

    Essa nova linha de abordagem tem como embasamento a constatação de que os efeitos da comida no organismo e a nossa relação com os alimentos são muito mais complexos do que se imaginava. “Há, por exemplo, uma ligação importante entre o cérebro e o aparelho digestivo”, afirma o endocrinologista Walmir Coutinho, presidente eleito da Associação Internacional para o Estudo da Obesidade. De fato, descobriu-se a existência de uma espécie de segundo cérebro no corpo: cerca de 100 milhões de células nervosas, do mesmo tipo das que existem no cérebro, estão distribuídas pelas paredes do estômago, esôfago e intestino. E elas estão lá com um propósito claro: participar da regulação das sensações de fome e saciedade. Por meio delas são gerados sinais que vão do intestino ao cérebro avisando quando é hora de parar de comer.

    img2.jpg
    MUDANÇA RADICAL
    Há dez anos, a enfermeira  Ken Haragushi, 62 anos, decidiu  que as
    algas e a soja estariam  sempre presentes nas refeições da família.
    “Essa alimentação me  levou a emagrecer dez quilos e melhorou
    a minha disposição”,  diz o marido, Ricardo, 68 anos
    E o que se verificou foi que o envio desses avisos está vinculado ao tipo de alimento em trânsito no aparelho digestivo. Alguns, como carboidratos simples, presentes em pães e massas brancas, por exemplo, demoram mais para estimular os sinais de saciedade. Outros, ao contrário, são mais rápidos na tarefa. Entre eles estão os óleos e gorduras. “Hoje, o estudo da digestão precisa levar em conta o funcionamento do intestino-cérebro”, afirmou à ISTOÉ Heribert Watzke, conselheiro científico do centro de pesquisa em alimentos da Nestlé, na Suíça. “Ele deve ser considerado como um órgão neurológico ativo.”

    O pesquisador está concentrado em estabelecer meios de prolongar o tempo de permanência dos alimentos no intestino para aumentar a percepção e a duração da saciedade. Com essa perspectiva, Watzke e sua equipe trabalham em modificações na estrutura do óleo de oliva para que ele seja digerido mais lentamente e fique por um tempo maior no intestino. “Descobrimos que um dos produtos resultantes da digestão do azeite, os monoglicerídeos, desaceleram o processo se estiverem presentes desde o início nesse alimento”, contou ­Watzke. Eles criaram em laboratório moléculas de monoglicerídeos e as adicionaram ao azeite. Após a alteração, sua permanência no intestino foi mais prolongada, aumentando a saciedade.

    No Reino Unido, o governo financia trabalhos com o mesmo objetivo. Um dos estudos mais promissores avalia a adição dos galactolipídeos – moléculas de gordura encontradas em cereais – aos alimentos para desacelerar a digestão da gordura. Por enquanto, os britânicos experimentam o desempenho dessas moléculas em uma máquina que simula o estômago e o intestino humanos. “Não queremos parar a digestão da gordura porque isso causaria efeitos ruins, mas estamos seguros de que diminuir a velocidade do processo trará benefícios”, disse à ISTOÉ Peter Wilde, do Institute of Food Research, em Norwich. Ele espera que os galactolipídeos sejam usados como ingredientes de alimentos ricos em gordura como maionese e sorvetes.

    img3.jpg
    BOA TROCA
    A estudante de teatro Adriana Cinti, 30 anos, ganhou peso quando  trocou o interior
    pela capital paulista.  Por sugestão de sua nutricionista, cortou a comida fast-food,
    passou a tomar até três litros de chá-verde ou branco e enriqueceu o cardápio com
    cereais integrais e frutas. “Agora eu como até mais, perdi  sete quilos e ganhei energia”
    Outro estudo inglês avalia o desempenho do alginato, substância extraída de algas marinhas, em substituição à gordura. “O alginato é uma fibra que retarda a absorção de nutrientes pelo intestino”, explicou à ISTOÉ Jeff Pearson, da Universidade NewCastle e coordenador do trabalho. Os resultados iniciais revelam que a mistura da fibra pode evitar que cerca de 85% da gordura ingerida seja absorvida. Pearson e seu time desenvolveram um pãozinho com alginato. “O sabor ficou ótimo”, garante o cientista. A meta é concluir os testes com o produto até 2013.

    Os efeitos da gordura na relação entre cérebro e digestão estão entre os focos principais dos estudiosos. Recentemente, a pesquisadora Deborah Clegg, da Universidade Southwestern (EUA), fez revelações interessantes a esse respeito. Ela descobriu que um componente das gorduras de origem animal (carne, leite e seus derivados), o ácido palmítico, aumenta o desejo de comer. “Ele interfere nos sinais trocados por estruturas celulares e atrapalha a percepção da saciedade”, explicou à ISTOÉ. “A pessoa tem vontade de continuar comendo.”

    Para chegar a essa conclusão, ela testou em animais o impacto de vários tipos de gordura no cérebro. A investigação mostrou que a ingestão de carnes e queijos, especialmente, fornece um aporte de ácido palmítico que depois de cair na corrente sanguínea, o que acontece após a digestão, consegue atravessar a barreira hematoencefálica que protege o cérebro e atua em estruturas como o hipotálamo, que regula a ingestão, e o hipocampo, onde essas moléculas prejudicam a memória e a cognição. “Ao penetrar em diferentes núcleos cerebrais, o ácido palmítico bloqueia a atuação de hormônios envolvidos na saciedade, no peso e no gasto ener­gético”, diz.

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    NOVOS SABORES
    O empresário Joseph Gelschyn, 61 anos, conseguiu diminuir o
    colesterol e perdeu  a barriga consumindo alimentos como  purê de
    amêndoas, abacate e óleo de coco. “Com eles, fico saciado por mais tempo”
    Embora a mai­oria das iniciativas nesse campo ainda esteja em nível de pesquisa, já existem produtos industrializados criados para interferir nos sinais da saciedade. Um deles é uma emulsão de água e óleos de palma e aveia fabricada pela empresa holandesa DSM. A substância, com o nome comercial de Fabuless, é adicionada a produtos dietéticos pela indústria de alimentos ou vendida em potinhos para ser acrescentada em receitas caseiras. “A digestão dessa mistura é mais lenta por causa de substâncias contidas no óleo de aveia. Por isso, quando ela chega ao intestino, um sinal de saciedade é enviado ao cérebro”, disse à ISTOÉ o francês Bruno Baudoin, gerente de produtos da companhia holandesa. No Brasil, a substância é indicada por nutricionistas como Lucyanna Kalluf, do Instituto de Prevenção Personalizada, em São Paulo. “Peço para adicionar aos sucos e sopas”, diz. Entre os produtos com a mistura estão um leite de soja fabricado pela Ohki Pharmaceutical, lançado no Japão no ano passado, e o leite Silhuette Active, disponível na França. 

    Outra opção de nutriente já acessível são as fibras do tipo inulina. “Elas prolongam a permanência dos alimentos no estômago e no intestino”, explica a nutricionista Cynthia Antonaccio, da Equilibrium Consultoria Nutricional, em São Paulo. Por isso, alimentos como a chicória, rica fonte de inulina, começam a ser incluídos com mais frequência no cardápio de quem precisa emagrecer. Na Alemanha, são vendidos suplementos em pó e tabletes de inulina extraída da chicória. “Há frações da inulina que têm sabor doce e podem substituir o açúcar. Outras substituem a gordura por causa da textura cremosa”, disse à ISTOÉ Marjan Nowens-Roest, da Sensus, empresa alemã que fabrica o Frutafit, nome comercial da linha de produtos contendo o nutriente. Outras fibras, como o glucomanan, estão sendo incluídas em alimentos como a Pasta Slim, um fettuccine fabricado pela Wildwood e vendido nos Estados Unidos. 

    Bem ao alcance da mão estão outras boas alternativas para adiar a fome. Grãos integrais, iogurtes e nozes estão entre elas. “Eles demoram mais tempo para ser digeridos e melhoram o processo digestivo”, afirma a nutróloga Vânia Assaly, de São Paulo, e membro do Institute of Internal Medicine (EUA). Nessa lista há alguns componentes surpreendentes. Amêndoa, abacate e óleo de coco, por exemplo, são conhecidos por serem calóricos. Por isso, pode causar estranheza vê-los incluídos em um cardápio para emagrecer. Mas o que se descobriu é que eles também prolongam a saciedade. Por essa razão, começaram a ser mais recomendados nas dietas, desde que consumidos com moderação.

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    ÓLEO
    Na Suíça, Watzke testa azeite que prolonga a saciedade
    A maçã, por sua vez, sempre foi uma boa pedida contra o peso porque tem poucas calorias e bom valor nutricional. Um estudo feito pela Universidade da Flórida (EUA) adicionou mais um motivo a seu favor. Os cientistas acompanharam 160 mulheres que ingeriram uma maçã seca por dia durante um ano e verificaram que a fruta ajudou na perda de peso não só por ser pouco calórica, mas devido à presença da pectina, fibra que eleva a saciedade.

    A comida pode auxiliar no emagrecimento também pela capacidade de alguns nutrientes de aumentar a produção de calor pelo corpo – o que significa queimar mais calorias. É um predicado dos alimentos termogênicos. “O consumo regular de pimenta, pimentões, gengibre, guaraná e chá-verde, por exemplo, acelera a queima de calorias”, explica a nutricionista Lucyanna Kalluf.

    Uma investigação do Centro de Nutrição Humana da Universidade da Califórnia (EUA) indicou que as pimentas, por exemplo, dobram a produção de calor até algumas horas depois da refeição em que foram consumidas. Os pesquisadores testaram os efeitos de uma substância similar à capsaicina das pimentas, o dihydrocapsiate, que não provoca ardor. Ela foi ministrada durante 28 dias junto com uma dieta de baixíssimas calorias a 17 pessoas que queriam perder peso. Outros 17 indivíduos seguiram o regime, mas receberam placebo. Entre os que ingeriram o composto, constatou-se que o gasto energético foi duas vezes maior. 

    Mas aqui há uma controvérsia. Pesquisadores da Purdue University, também nos EUA, afirmam que só se pode usufruir dos outros efeitos atribuídos à pimenta, como a supressão do apetite – ela anestesia a sensação da fome – , se ela for ingerida ao natural. Os testes da Purdue University foram feitos com meia colher de chá de pimenta-vermelha picada nas refeições. Mas qualquer outra pimenta pode ser usada, pois a capsaicina está presente na maioria das pimentas frescas e secas.

    O caso das pimentas – capazes de aumentar a queima de calorias e a saciedade – é um bom exemplo da complexidade do papel que os alimentos desempenham no nosso organismo e de seu potencial para nos auxiliar na guerra contra a balança. Com o abacate, o óleo de coco e a canela, por exemplo, ocorre a mesma coisa. São considerados termogênicos e se descobriu que diminuem a sensação de fome. Em relação à canela, esse efeito ficou patente após pesquisa realizada pela Universidade de Lund, na Suécia. Os cientistas avaliaram o papel da canela na rapidez com que o estômago fica vazio após as refeições. Para isso, o estômago de 14 voluntários foi monitorado por ultrassonografia após a ingestão de 300 gramas de arroz-doce com e sem o condimento. O estudo constatou que o tempo de permanência da comida no estômago foi maior para aqueles que tinham consumido o doce com a canela.

    Na lista dos alimentos que ajudam a prevenir o ganho de peso também constam aqueles cuja digestão resulta na liberação mais lenta da glicose para o sangue. O açúcar é o combustível para o funcionamento das células, mas em excesso não só pode levar à diabetes como ainda ao acúmulo de peso. 

    Ocorre que, se a digestão dos alimentos promove uma entrada muito rápida de açúcar no sangue – como é o caso dos pães e doces, de muito fácil digestão –, o pâncreas precisa liberar mais insulina, hormônio que permite a entrada dessa glicose para dentro das células. Mas essa solicitação tem um preço. O desequilíbrio na produção desse hormônio piora a ação da própria insulina, o que promove uma espécie de resistência do corpo ao seu funcionamento. Ou seja, ainda que o corpo libere mais insulina, ela não é suficiente para tirar o açúcar do sangue. A consequência é que isso dificulta a queima da gordura, processo que só entra em cena depois que os estoques de glicose são consumidos, resultando em ganho de peso. Mas há outros desdobramentos. Por causa do mecanismo de resistência, a glicose não entra nas células em quantidade suficiente e o organismo fica sem energia, o que torna constantes o desejo de comer e a sensação de fome. Os alimentos que evitam esse problema são os de baixo índice glicêmico. Entre alguns dos exemplos estão a ameixa, o damasco e o kiwi. Diante de tantas opções, é só usar o bom-senso, equilibrar a dieta e escolher o menu mais indicado para comer, e mesmo assim emagrecer. 

    OS NEURÔNIOS CANIBAIS
    Passar fome não é boa ideia para quem quer emagrecer. Pesquisadores do Albert Einstein College Medicine (EUA) descobriram que a privação de alimento leva os neurônios ligados ao controle do apetite a devorar células semelhantes para obter as substâncias de que necessitam. O processo ocorre no hipotálamo, estrutura cerebral que regula as sensações de fome e saciedade. Por mecanismos complexos e agora explicados por um estudo feito em animais, o processo leva à liberação de ácidos graxos que estavam guardados no interior das células canibalizadas. “Isso aumenta ainda mais a fome”, afirmou Rajat Singh, autor do estudo, publicado na edição deste mês da revista “Cell Metabolism”.
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